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Precisamos falar sobre o endividamento da terceira idade
Há 3 semanas

Não é novidade para ninguém que a terceira idade sofre com a queda dos rendimentos mensais, principalmente após a tão esperada aposentadoria, isso não é de agora. Historicamente são vários os fatores que a levam a esse quadro, ainda mais com a crise ( que parece sem fim) que os pais está atravessando nos últimos anos, mas podemos destacar os três principais como: o fator previdenciário, o déficit  (ou reposição das perdas salarias) e aumento do custo de vida.

De forma resumida, o fator previdenciário é um cálculo que e feito que leva em consideração a idade que o trabalhador se aposenta comparado com sua expectativa de vida. Então se o trabalhador se aposenta muito cedo esse cálculo faz com que seus rendimentos diminuam e sua aposentaria seja bem diferente do valor que estava habituado a receber. Uma vez por ano o governo fixa um valor de “aumento” para os aposentados, porém, geralmente, esse aumento não cobre sequer o valor da inflação do período. Exemplo, inflação acumulada no ano ficou em 4,5 % e o aumento foi definido em 2%, significa que na pratica, o poder de compra caiu 2,5%, e como isso ocorre praticamente todos os anos, com o passar do tempo o aposentado só vê seus proventos indo ladeira abaixo…

Outro fator que incide diretamente é o aumento do custo de vida, principalmente relacionado aos gastos da saúde. Nessa idade os cuidados com a saúde aumentam consideravelmente, inversamente proporcional ao que acontece com os rendimentos…

Mas como uma pessoa pode se preparar para chegar na terceira idade livre de problemas financeiros como o endividamento?

Sempre digo nas minhas palestras que educação financeira é algo que está engatinhando no país, um conceito pouco difundido no passado. O que felizmente tem mudado bastante. É necessário compreender que para se ter a tão esperado independência financeira o dinheiro tem que trabalhar para você, o que em administração financeira chamamos de ativos. Um aluguel (que você tenha a receber) é um ativo, é algo que lhe dá um rendimento mensal de um bem que você tem. Dinheiro investido em poupança, CDB ou qualquer outro investimento de renda fixa ou variável também é ativo, tudo que lhe rende dinheiro, de forma automática, e um ativo, e nós brasileiros não temos o costume de investir, então para não termos problemas com a vida financeira no futuro e necessário começar a investir agora.

Um grande problema é como lidar com esse desequilíbrio financeiro e um momento da vida que a pessoa pode estar com um desequilíbrio também emocional. No meu primeiro livro, meu salário não chega ao fim do mês, eu falo um capítulo inteiro sobre o paralelo entre endividamento e o lado psicológico, porque defendo que, por mais que possa parecer estranho, estão diretamente relacionados.

Quando falamos da terceira idade, fica ainda mais evidente, já que devido a vários fatores, fica-se mais vulnerável nessa fase da vida.

Apoio é fundamental, e aas vezes, uma conversa, uma orientação básica dos conceitos de entrada e saída de dinheiro já são suficientes para resolver parcialmente a situação, se esta for muito grave, vale a pena procurar um especialista no assunto.

Economicamente falando, Gastar mais do que se ganha é o fator principal de endividamento. Isso é um fato para todas as idades, mas se acentua mais na terceira idade, porque como citei anteriormente, os gastos aumentam muito, é necessária uma complementação da renda, essa pode vir de uma atividade extra, o que nem sempre é possível devido a questões de saúde, ou de rendimentos de ativos financeiros, que expliquei anteriormente.

Isso porque a vida financeira é uma balança que deve estar sempre equilibrada, se sua situação financeira não está boa, você só tem duas opções: ou aumento o dinheiro que entra ou diminui o dinheiro que sai. Não existe formula milagrosa. Poupar dinheiro tem que ser um exercício mensal que as pessoas devem colocar como prioridade na sua vida, já que não sabemos como cera o futuro. Você deve começar com bem pouco, porque a probabilidade de você dizer que não sobra dinheiro é enorme, então aqui, no início vale mais o exercício da pratica de conseguir fazer isso do que o valor em si, após um prazo, você começa a estabelecer metas, prazos e valores, e quando menos esperar, seu patrimônio começa a aumentar naturalmente.

Sobre o autor

Mestre de cerimônias e palestrante, possui especialização, MBA em Gestão Financeira pela faculdade Pitágoras (2013), graduação em Comunicação Social – Relações Públicas pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2006) . Tem experiência na área de Comunicação- Marketing, administração de empresas e finanças. Palestrante nas áreas de comunicação e gestão financeira. Recebeu a homenagem “Inspirações públicas” da PUC-MG pelo livro “meu salário não chega ao fim do mês”

Livro publicado : Meu salário não chega ao fim do mês ( http://www.clubedosautores.com.br)

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